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As Campanhas do Creoula

​O navio largava de Lisboa em Abril após a benção e seguia para os bancos da Terra Nova, Nova Escócia a St. Pierre onde pescava se as condições o permitissem, até fins de Maio. Dirigia se então à Nova Escócia (North Sidney) ou à Terra Nova (St. John's) onde reabastecia de isco fresco, mantimentos, combustível e aguada; seguindo para a Gronelândia, onde chegava em meados de Junho, recomeçava a pesca no estreito de Davis (costa oeste), até aos 68° de latitude Norte. Se não terminasse o carregamento até princípios de Setembro, data tradicionalmente estabelecida como limite para a pesca com dóris nessas paragens, regressava aos bancos da Terra Nova, onde voltaria a tentar a sua sorte até meados de Outubro. Regressava então a Portugal onde tinha a sua base nas instalações dos armadores na Azinheira Velha (no rio Coina, Barreiro).

 
Durante o Inverno o navio arriava mastaréus, sendo revisto todo o seu aparelho fixo e de laborar, bem como as duas andainas de pano. Neste período era igualmente beneficiado o seu casco.
 
 
 
 
​Num ano de boa pesca o «Creoula» podia carregar 12800 quintais de peixe verde (salgado), o que equivale a cerca de 800 toneladas, bem como a cerca de 60 toneladas de óleo de fígado de bacalhau, que vinha armazenado no pique tanque de proa.
 
O «Creoula» efectuou 37 campanhas até 1973 e chegou a pescar 600 quintais de bacalhau num só dia, o que corresponde a cerca de 36 toneladas e dá uma média de 660 Kg por cada pescador.
 
 
 
 

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